Um estudo internacional recentemente publicado na revista Annals of Clinical and Translational Neurology, com a participação de pessoas açorianas com Doença de Machado-Joseph (DMJ), testou uma nova ferramenta digital para monitorizar os sintomas da doença de forma mais frequente e em contexto domiciliário. Desenvolvido no âmbito da Rede Europeia ESMI — coordenada nos Açores pela Professora Manuela Lima, da Universidade dos Açores — o trabalho contou com a colaboração de profissionais de saúde do HDES e do HSEIT. O envolvimento da AAADMJ neste estudo foi igualmente destacado numa notícia publicada no jornal regional Correio dos Açores, na edição do dia 30 de janeiro de 2026.
A investigação avaliou a eficácia da aplicação SARAhome, que permite às pessoas com DMJ registar, em casa, vídeos com exercícios semelhantes aos realizados em consulta neurológica. Os resultados demonstraram que esta ferramenta é prática, sensível e capaz de captar variações dos sintomas ao longo do tempo de forma mais precisa do que a avaliação clínica tradicional isolada.
Esta inovação poderá representar um avanço significativo na monitorização da doença e na avaliação da eficácia de futuras terapias, contribuindo para ensaios clínicos mais rigorosos e centrados na realidade quotidiana das pessoas com DMJ.
